Saturday, December 31, 2011
Se é para ser, que seja...
Tuesday, March 8, 2011
Thursday, December 16, 2010
Friday, November 12, 2010
A roda do tempo
Este texto não é uma lamentação, ao contrário. Estou feliz. Nessas tantas e infatigáveis voltas que a vida dá, neste final de 2010 o meu coração encontrou um porto seguro.
E eu me preparo para mais um fim de semana nos braços quentinhos e confortáveis do meu amor, embalada por esta magistral Rapsódia sobre um tema de Paganini, 18a. variação.
Enjoy!
Monday, September 27, 2010
Elegy XX To his mistress going to bed
By John Donne
...
Licence my roving hands, and let them go
Before, behind, between, above, below.
O, my America, my Newfoundland,
My kingdom, safest when with one man mann'd,
My mine of precious stones, my empery ;
How am I blest in thus discovering thee !
To enter in these bonds, is to be free ;
Then, where my hand is set, my soul shall be.
Full nakedness ! All joys are due to thee;
As souls unbodied, bodies unclothed must be
To taste whole joys.
…
Like pictures, or like books' gay coverings made
For laymen, are all women thus array'd.
Themselves are only mystic books, which we
—Whom their imputed grace will dignify—
Must see reveal'd.
Saturday, September 4, 2010
Daqui para a frente
Eu tenho uma espécie de motor ligado dentro de mim, que me impulsiona a ir sempre para a frente Ignoro o meu destino, mas, como é impossível ficar parada, eu vou.
Embora este jeito de ser seja a minha forca, também me assusta. Porque daqui a poucos anos estarei me aposentando e aí surge a questão: dedico-me a um tranquilo farniente, ou levo adiante aquele sonho antigo?
Vou me acomodar a uma rotina de caminhar na praia, frequentar livrarias e cinemas, ou enfrentar o desafio de tornar a literatura brasileira conhecida mundo afora?
O tempo me mostrara o caminho a seguir... O desejo que posso desde já expressar é que, algum dia, nesta longa caminhada, eu possa dizer: - Cheguei.
Thursday, August 26, 2010
Filosofando
Sunday, August 15, 2010
Monday, July 26, 2010
Deletando você
Já aconteceu tantas vezes... mas a gente não se acostuma. Sempre acha que “desta vez” vai ser diferente. E sabe por que não é diferente? Porque nós somos, em todas as situações, iguais a nós mesmos. A gente não muda porque não pode mudar. Não se pode virar uma outra pessoa, nem que se queira, para agradar, sem desagradar a si mesmo. Uma hora ou outra, o nosso eu sufocado busca espaço para se exprimir, tal qual um vulcão quando entra em erupção e então só nos resta suspirar, talvez chorar, e apertar o botão delete.
Sunday, June 27, 2010
Sex and the City e as mulheres
Assim pensava eu. Até que, levada por uma doença que me deixou de cama por uma semana, comecei a assistir à série Sex and the City. Gostei tanto que acabei comprando todos os episodios. E ai veio a surpresa. Eu nao simpatizei com a personagem central, Carrie Bradshaw. Na verdade, eu a detestei. Mulher infantil, dependente, chata. Irritante.
Na véspera da estréia do segundo filme, no final de maio, assisti a um debate na televisão, protagonizado por quatro mulheres jornalistas e escritoras, sobre o fenomeno Sex and the City no pais e no mundo. Me chamou a atenção a afirmação da ancora do programa. Segundo ela, essa Carrie, que se deixa tratar como um lixo por Mr. Big, seria o prototipo de nada menos do que 90% das mulheres do planeta.
Chocada, comentei o fato com minha filha, que concordou com a avaliação da jornalista irlandesa. Sem palavras, pus-me a refletir.
Foi assim que, pela primeira vez, eu admiti que realmente devo ser diferente.
Eu vi um Mr. Big completamente diferente do que as mulheres "normais" viram. Aos meus olhos, ele sempre foi bastante claro sobre suas dificuldades com compromissos, dos quais fugia como o diabo da cruz. Mas também deixou claro seus sentimentos por Carrie, que queria, no entanto, faze-lo se encaixar na moldura que ela tinha fabricado para o homem "perfeito".
Bom, essa constatação me deixou com uma estranha sensação de isolamento. Mas não me conformo. Não é possivel que um numero tão grande de mulheres (quase a totalidade) considere que um relacionamento padrão com um homem seja a coisa mais importante a conquistar na vida, sem o que carreira, dinheiro, sucesso, e mesmo poder virão sempre acompanhados de um sentimento de incompletude e mesmo de fracasso.
Gosto dos homens. Alias, acho até que gosto mais do que a maioria das mulheres, pois não procuro rotula-los ou enquadra-los. Como consequencia, também reclamo menos deles.
Sempre precisarei de um homem com quem compartilhar o amor. Jamais para me situar no mundo e na vida.
Friday, April 16, 2010
Annus horribilis
Wednesday, March 3, 2010
Sunday, February 28, 2010
A vida como ela é
Monday, February 22, 2010
Glendalough
Glendalough, or the Glen of two Lakes, is one of the most important sites of maonastic ruins in Ireland. It is also known as the city of the seven Churches. Fourteen centuries have passed since the death of its founder, St. Kevin, when the valley was part of Ireland's Golden Age.
The two lakes, which gave the valley its... name, came into existence thousands of years ago, after the Ice Age, when great deposits of earth and stone were strewn across the valley in the area where the Round Tower now exists. The mountain streams eventually formed a large lake. The Pollanass river spread alluvial deposits across the centre of the lake and created a divide to form the Upper and Lower Lakes. The Glenealo river flows in from the West into the Upper lake which is the larger and deepest of the two lakes.Before the arrival of St. Kevin this valley (glen) would have been desolate and remote. It must have been ideal for St Kevin as a retreat and area to be 'away from it all'. Kevin died in 617 A.D. at the age of 120 years and his name and life's work is forever entwine with the ruins and the Glendalough Valley.
Sunday, February 21, 2010
Saint Patrick's Cathedral
A church was built on this site in 1191 and in 1991 we celebrated 800 years of worship. The present building dates from 1220. The Cathedral is today the National Cathedral for the Church of Ireland (Anglican).
Today the Cathedral is open to all people as both an architectural and historical site, but principally as a place of worship.
Thursday, January 14, 2010
Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé
Tuesday, January 5, 2010
Quatro casamentos e um funeral: eu revi pela milésima vez
Thursday, December 17, 2009
Au fil des saisons...


Chegou Natal, chegaram as festas de Ano Novo. Para fechar o ano na Embaixada, tivemos, no dia 15 de dezembro, Recital do pianista Eduardo Monteiro. Agora mesmo, escrevendo este post, estou ouvindo seus acordes.
Tuesday, November 24, 2009
Voltando aos bons hábitos
Por isso, aqui estou eu, 8 horas da noite, esperando o curso de principiantes terminar par ter minha aula na classe dos intermediários.
E depois... milonga.
A coisa maravilhosa do tango é que você muda de país, muda de idioma, mas a linguagem é a mesma, o que lhe proporciona aquela benfazeja sensação de pertencimento, mesmo que você seja um absoluto desconhecido: eu faço parte desta comunidade. E brevemente, tenho certeza, terei pessoas ao meu redor para conversar, e não apenas sobre tango.
Pois, embora dançar seja uma delícia - uma das melhores terapias que eu conheço - o meu objetivo confesso é conhecer pessoas. Ter amigos. E, principalmente, amigas, já que Chéri é o meu melhor amigo. Mas uma amiga faz falta, e como!
Então, lá vou eu.
Sunday, November 15, 2009
Viver no Exterior
Engraçado que quando fui para a França, embora apenas arranhasse a língua, não senti muito desconforto. Os parisienses - ao contrário do que reza a lenda - foram super-simpáticos comigo. Tão logo observavam minha dificuldade com o idioma, prontificavam-se a falar comigo em inglês - para meu horror, que queria porque queria falar em francês.
A língua inglesa não é exatamente estranha para mim - como para uma parcela de brasileiros. Minha filha, que trabalha em uma butique de luxo em Paris, foi indagada se o inglês é a segunda língua oficial do Brasil, porque os brasileiros afortunados que vão comprar na tal butique se exprimem perfeitamente em inglês.
Mas, voltando ao núcleo duro do assunto, o que eu quero dizer é que viver fora de seu país de origem é uma oportunidade maravilhosa de conhecer outros modos de vida - que funcionam. É uma perda de tempo se instalar em outro país e não mergulhar nele. Tenho uma colega no Itamaraty que serviu na Turquia e aprendeu o idioma turco. Eu mesma, se um dia for mandada pra Israel, aprenderei iidich; e se for para o Magreb (sabe, aqueles países no Norte da África, Marrocos, Argélia, Tunísia), aprenderei árabe, embora não seja necessário, porque eles também se exprimem em francês e em inglês. Mas, pôxa, não vou perder essa oportunidade!
Bla-bla-bla à parte, quero dizer que passei meu domingo mergulhada na Irlanda. Cheguei hoje de manhã à página 590 do livro The Princes of Ireland, de Edward Rutherfurd (bacana, faltam só 186 páginas para terminar o épico, que, aliás, recomendo). Enquanto passava minha roupa (ah sim, empregada doméstica aqui não é fácil e barata como no Brasil) ouvia o audio-book De Profundis, de Oscar Wilde. E depois do almoço assisti o DVD In the name of the father. Agora, enquanto escrevo este post, estou ouvindo a trilha sonora do filme Once e bebericando guaraná misturado com whiskey Jameson.
"Que exagerada!",você dirá, talvez com razão. Mas o fato é que faria o mesmo se estivesse na China ou no Paquistão.
Curiosa, curiosa, curiosa.
Como minha nora, inglesa, que aprendeu português como língua optativa na faculdade, por causa do marido dela (o meu filho). Ou como meu genro, francês, que sonha em comprar um pied-à-terre no interior do Rio de Janeiro, por causa da mulher dele (a minha filha).
Mas, voltando - de novo - ao assunto principal: será que é assim tão difícil respeitar o modo de viver dos outros?
Eu acho que esse planeta está ficando pequeno demais para a minha aquariana curiosidade.




